Total de casos já é de 2.615 em quatro países afetados.
Organização disse que tamanho da epidemia foi subestimado.


Membro de uma organização humanitária joga bolsas de água para moradores da favela West Point, na capital da Libéria, que foi isolada pelas autoridades para evitar que o ebola se espalhe (Foto: AP Photo/Abbas Dulleh)Membro de uma organização humanitária joga bolsas de água para moradores da favela West Point, na capital da Libéria, que foi isolada pelas autoridades para evitar que o ebola se espalhe (Foto: AP Photo/Abbas Dulleh)



A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta sexta-feira (22) que o número de mortos por causa do vírus ebola chegou a 1.427, um aumento de 77 em relação à última atualização. O total de casos de ebola chegou a 2.615, nos quatro países afetados: Guiné,Libéria, Nigéria e Serra Leoa.
Segundo a OMS, a escala do pior surto de ebola da história foi mascarada pelas famílias que ocultaram seus parentes infectados em casa e pela existência de “zonas fantasma” onde os médicos não chegam.
A organização publicou um comunicado detalhando por que a epidemia no oeste da África foi subestimada depois das críticas de que reagiu muito devagar para conter o vírus mortífero, que agora se espalha sem controle.
Um mês atrás, especialistas independentes fizeram questionamentos semelhantes. Segundo eles, o contágio pode ser pior que o relatado porque moradores suspeitos das áreas afetadas estão expulsando agentes de saúde e recusando tratamento.
Os relatos subestimados de casos é um problema especialmente na Libéria e em Serra Leoa. A OMS afirmou estar trabalhando agora com os Médicos Sem Fronteiras (MSF) e o Centro para o Controle e a Prevenção de Doenças dos Estados Unidos para produzir “estimativas mais realistas”.
A chefe do MSF, que exortou a OMS a se empenhar mais, disse à Reuters em entrevista na quinta-feira que a luta contra o ebola está sendo minada por uma falta de liderança internacional e de habilidades gerenciais de emergências.
O estigma do ebola coloca um sério obstáculo para deter o surto na Libéria, Guiné, Nigéria e em Serra Leoa, que tiveram mais vítimas do que qualquer episódio da doença, descoberta quase 40 anos atrás nas florestas do centro africano.
"Como o ebola não tem cura, alguns acreditam que seus entes queridos infectados ficarão mais confortáveis morrendo em casa”, informou a OMS em nota.
"Outros negam que um paciente tem ebola e creem que cuidados em uma ala isolada levará à infecção e à morte certa. A maioria teme o estigma e a rejeição social aos pacientes e familiares quando um diagnóstico de ebola é confirmado".
Muitas vezes os corpos são enterrados sem notificação, disse a OMS, e um problema adicional são as “zonas fantasma”, vilarejos rurais onde há rumores de casos e mortes que não podem ser investigados por causa da resistência da comunidade ou falta de pessoal e transporte.
Em outros casos, onde o tratamento está disponível, os centros de saúde estão ficando lotados de pacientes, sugerindo que há uma quantidade invisível de infectados fora do radar dos sistemas de vigilância oficiais.
A OMS afirmou ter elaborado o rascunho de um plano para combater o ebola no oeste da África nos próximos seis a nove meses.

Link para esta postagem: http://goo.gl/ZCkBxY
 
Top