A vitória da seleção brasileira diante da Turquia foi a mais complicada desta primeira fase do Mundial até o momento. Após o triunfo, de virada, por 3 sets a 2, a central Thaisa ressaltou que o nível técnico da competição está alto e apontou dificuldade de concentração do time nos momentos em que havia muita gritaria em volta da quadra.
- É complicado, às vezes, você manter a calma em momentos que fica uma gritaria, um desespero. É tanta informação que vem de fora e de dentro da quadra, que a gente tem que tentar entrar por um ouvido e sair pelo outro em alguns momentos. Se você for ouvir tudo que está acontecendo, você pira. Em alguns momentos a gente conversou ali e falamos: ''Vamos nos fechar, tentar não ouvir o que está em volta e fazer o nosso''. Foi a hora que a gente começou a fluir melhor o jogo. Eu acho que é assim que a gente tem que jogar. Com a nossa alegria, com a gente se fechando, se unindo, esquecendo algumas coisas extraquadra ali. Fica aquela gritaria que atrapalha às vezes.
Questionada novamente a questão da gritaria fora do jogo, Thaisa afirmou que quem está fora do jogo precisa se acalmar e deixar apenas uma pessoa orientar de cada vez.
- Às vezes no calor do jogo você fica naquela gritaria: ''Vai! Não faz!''. Às vezes é muita informação, tem que deixar uma pessoa falar. Cada uma falando uma coisa, pode atrapalhar. E começa muita gritaria, não vem informação. Acho que nesses momentos tem que acalmar, baixar o tom e passar a informação. Gritaria não vai levar a lugar nenhum - disse.
O Brasil volta a jogar neste domingo, às 15h (de Brasília), contra a seleção da Sérvia, na última partida da primeira fase.
Sobre as dificuldades enfrentadas pela seleção brasileira, sobretudo na primeira parte da partida, Thaisa preferiu enaltecer a qualidades das jogadoras da equipe. Ela afirma que os próximos jogos do Mundial de Vôlei devem trazer ainda mais dificuldades.
- O time da Turquia é um time muito bom. Nosso time não é invencível, não é imbatível. Tem muitas equipes muito fortes. Sempre venho falando isso, que esse Mundial está muito forte. Então, em momentos que tem jogos difíceis não é porque a gente está mal. Ou porque a gente não pode perder ponto ou set. Acho que tem grandes equipes e a gente tem que estar consciente disso, que daqui para a frente vão ser só jogos complicados e bem difíceis - completou.
