Marina em ninho tucano! Ex-candidata do PSB anuncia apoio a Aécio e diz alternância de poder 'fará bem ao Brasil'

Ronaldo Ercole | contato@goolnens.com

São Paulo - Com fortes críticas ao governo Dilma, a quem culpou por 'um imenso retrocesso' nos últimos 4 anos, a terceira colocada no primeiro turno da eleição presidencial, Marina Silva (PSB), detentora de um patrimônio de 22 milhões de votos, anunciou ontem seu apoio ao tucano Aécio Neves neste segundo turno. A decisão ocorreu um dia depois do candidato do PSDB divulgar uma carta em que alinhava seu programa de governo às propostas defendidas por ela, como sustentabilidade, escola em tempo integral e fim de reeleição.

Em pronunciamento que contou com a presença dos principais integrantes de seu grupo político, a Rede Sustentabilidade, Marina comparou o documento lançado na véspera por Aécio, intitulado "Juntos pela Democracia, pela Inclusão Social e pelo Desenvolvimento Sustentável", à "Carta aos Brasileiros" que, em 2002, o então candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, divulgou com o objetivo de acalmar o merceado financeiro.

Agora, novamente, temos um momento em qual a alternância de poder fará bem ao Brasil  disse Marina, que estava acompanhada do deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS), vice em sua chapa do primeiro turno.

No início de seu pronunciamento, Mariana afirmou que, na sua visão, a carta de Aécio não havia sido endereçada a ela:

— Entendo esse documento como um compromisso com os brasileiros  afirmou.

Entre pontos de carta de Aécio destacado por Marina, estão a "ampliação da participação popular nos processos deliberativos", o desmatamento zero e a "inédita determinação de preparar o país para enfrentar as mudanças climáticas e fazer a transição para uma economia de baixo carbono". Para Marina, os compromissos assumidos pelo tucano servem de base para o país "dialogar sobre o futuro".

Atacada duramente pela campanha petista no primeiro turno, Marina disse que o país precisa sair do "território da política destrutiva", que, segundo ela, ameaça a própria democracia:

— Não podemos mais continuar apostando no ódio, na calúnia e na desconstrução de pessoas e propostas apenas pela disputa de poder que divide o Brasil. O preço e pagar por isso é muito caro: é a estagnação do Brasil, com a retirada da ética das relações políticas.
 
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