O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou nesta segunda-feira (30), em São Paulo, que, apesar de seu partido não ser "linha auxiliar" da oposição nas críticas contra o governo Dilma Rousseff, também não será "beija-mão" do governo Dilma. Em entrevista concedida ao final de encontro de dirigentes petistas, Falcão destacou que o PT tem críticas a determinadas ações do Palácio do Planalto.

"Nós temos críticas a determinadas ações do governo, porque o governo é uma coisa, e o partido, é outra. Eu tenho dito assim: 'nós temos que dar sustentação ao governo e temos que empurrar o governo para avançar também'. Não queremos ser linha auxiliar da oposição, mas também não queremos ser beija-mão da situação", disse o dirigente petista.

Falcão criticou o profissionalismo excessivo dos dirigentes do partido e apontou o distanciamento do partido das ruas. Ele sugeriu que os dirigentes precisam deixar suas cadeiras e mobilizar-se.
Questionado sobre a autocrítica do partido, afirmou que o PT busca recuperar valores dos anos 1980. "Nós fazemos essa menção ao passado porque há vários vores que queremos recuperar. Não se trata de voltar a 1980, mas de voltar aos valores que a gente defendia naquela época", afirmou, citando por exemplo a militância cotidiana, o financiamento das próprias idéias, o não distanciamento dos movimentos sociais, a retomada das idéias da democracia participativa para fora e para dentro do partido.

O presidente petista anunciou que esta terça-feira (31) ocorrerá um dia de intensa mobilização nas bases do PT, com plenárias e panfletagens, não como resposta antecipada do ato contra Dilma em 12 de abril, mas para aproximar o governo dos movimentos sociais.

"Estamos debatendo com o governo a necessidade de sinalizar para a nossa base social", afirmou. Outra sugestão e que haja encontro da presidente Dilma no Palacio do Planalto com o conjunto dos movimentos sociais. "Ela disse que está disposta a fazer isso", disse. Outro ponto e reunir as forças progressistas em defesa de um projeto nacional, da Petrobras, e criar uma pauta mínima que construa governabilidade na sociedade.
 
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